O jejum intermitente é um termo usado para descrever um padrão alimentar que oscila entre perÃodos de jejum e de alimentação. Ou seja, de acordo com cada programação, você deve ficar longas horas sem consumir nenhum tipo de alimento. Comer só é permitido em um curto perÃodo do dia.
No jejum intermitente, como é difundido atualmente, há uma regra especÃfica sobre quais alimentos você deve ou não consumir, mas sim quando você deve comê-los.
Esse é um ponto importante pois determina que não é uma "dieta" no sentido convencional. É descrita mais precisamente como um "padrão alimentar".
Claro, é possÃvel aliar uma dieta especÃfica ao jejum intermitente para que os resultados de emagrecimento e melhora na saúde sejam potencializados. A mais indicada, segundo muitos especialistas, é a dieta low carb.
Os métodos comuns de jejum intermitente envolvem jejuns diários de 16 horas ou jejum de 24 horas, duas vezes por semana. Mas isso pode variar de cada pessoa. O importante é que se tenha um acompanhamento especializado para que o resultado seja o inverso do esperado.
Mas esse estilo de vida não é nenhuma novidade, pois os humanos têm jejuado durante toda a sua evolução. Antigamente isso era feito porque não havia comida suficiente.
Quando a agricultura foi estabelecida, a civilização veio em seguida. Mas quando a comida era escassa ou as estações mudavam, o jejum ainda era um modo de vida. Cidades e castelos armazenavam cereais e carne curada para o inverno. Antes da irrigação, a falta de chuva significava fome e as pessoas jejuavam para fazer com que seus alimentos armazenados durassem o maior tempo possÃvel. Pelo menos até que as chuvas voltassem e fosse possÃvel que as colheitas sobrevivessem novamente.
Quando você pensar sobre isso basta lembrar que nossos ancestrais caçadores-coletores não tinham supermercados, refrigeradores ou alimentos disponÃveis o ano todo como nós temos.
Além disso o jejum também sempre fez parte de boa parte das religiões em todo o mundo. Entre elas o islamismo, o cristianismo, o judaÃsmo e o budismo.
Religiões floresceram neste arranjo de pessoas que vivem mais próximas, compartilhando e espalhando crenças e tradições.
O hinduÃsmo chama o jejum de “vaasaâ€. Os praticantes o fazem durante dias ou durante os festivais especiais como uma forma de penitência pessoal. Ou também para honrar seus deuses pessoais.
O islamismo e o judaÃsmo têm o Ramadã e o Yom Kippur, quando é proibido trabalhar, comer, beber, lavar, usar couro e ter relações sexuais. No catolicismo, são seis semanas de jejum antes da Páscoa ou antes da Semana Santa.
O jejum intermitente tem sido historicamente uma parte normal da vida humana e de muitos organismos. É uma maneira de explorar o conhecimento antigo que já existe em sua biologia.
Nos dias de hoje o jejum intermitente tem sido base de diversos estudos que o associa à melhora de diversas de doenças, como obesidade, epilepsia e diabetes, além de melhorar a função cerebral e ajudar na prevenção do câncer, por exemplo.
Não é à toa que cientistas e celebridades do mundo todo estão popularizando esse estilo de vida.