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11/10/2023 03:24:08

Grande Sertão: Veredas de João Guimarães Rosa

Um Épico Moderno do Sertão Brasileiro

Grande Sertão: Veredas de João Guimarães Rosa *Grande Sertão: Veredas*, de João Guimarães Rosa, é um desses livros que não apenas se leem, mas se atravessam, como quem entra num território desconhecido e sai dele transformado, levando no corpo a poeira, o assombro e a música de uma língua reinventada; publicado em 1956, o romance acompanha o longo monólogo de Riobaldo, ex-jagunço que rememora sua vida no sertão mineiro enquanto tenta compreender o sentido de suas escolhas, de seus medos, de sua relação com o poder, com a violência, com Deus, com o Diabo e, sobretudo, com Diadorim, figura central e enigmática que dá ao livro uma intensidade afetiva inesquecível. A grandeza da obra está menos em sua trama, embora ela seja rica em guerras, deslocamentos, pactos suspeitos e destinos cruzados, do que na maneira como Rosa transforma a narração em experiência de pensamento: Riobaldo fala para entender a si mesmo, e sua voz, cheia de desvios, invenções, sabedoria popular e vertigem filosófica, faz do sertão um espaço ao mesmo tempo geográfico e metafísico, concreto e simbólico, onde cada vereda parece conduzir a uma pergunta sobre o bem, o mal, o amor e a condição humana. É um romance exigente, de linguagem densa e profundamente poética, que pode intimidar nas primeiras páginas, mas recompensa o leitor com uma das experiências literárias mais poderosas da língua portuguesa, especialmente recomendado para quem aprecia prosa inventiva, narrativas de grande fôlego, literatura brasileira em sua forma mais ambiciosa e livros que não oferecem respostas fáceis, mas permanecem ressoando muito depois da última página, como uma conversa antiga, misteriosa e inesgotável.

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Grande sertão: veredas

LivroPublicado originalmente em 1956, Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, revolucionou o cânone brasileiro e segue despertando o interesse de renovadas gerações de leitores. Ao atribuir ao sertão mineiro sua dimensão universal, a obra é um mergulho profundo na alma humana, capaz de retratar o amor, o sofrimento, a força, a violência e a alegria. Esta nova edição conta com novo estabelecimento de texto, cronologia ilustrada, indicações de leituras e célebres textos publicados sobre o romance, incluindo um breve recorte da correspondência entre Clarice Lispector e Fernando Sabino e escritos de Roberto Schwarz, Walnice Nogueira Galvão, Benedito Nunes, Davi Arrigucci Jr. e Silviano Santiago. Dispostos cronologicamente, os ensaios procuram dar a ver, ao menos em parte, como se constituiu essa trama de leituras. A capa do volume é reprodução da adaptação em bordado do avesso do Manto da apresentação, do artista Arthur Bispo do Rosário, com nomes dos personagens de Grande sertão: veredas. O projeto gráfico conta ainda com desenhos originais de Poty Lazzarotto, que ilustrou as primeiras edições do livro. A edição limitada com tira de tecido esgotou. Os exemplares de Grande Sertão: veredas acompanham uma cinta vermelha de papel. A imagem do bordado na capa pode ter pequenas variações.

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